- 1O meu espirito se vae corrompendo, os meus dias se vão apagando, e tenho perante mim as sepulturas.
- 2Porventura não estão zombadores comigo? e os meus olhos não passam a noite chorando pelas suas amarguras?
- 3Promette agora, e dá-me um fiador para comtigo: quem ha que me dê a mão?
- 4Porque aos seus corações encobriste o entendimento, pelo que não os exaltarás.
- 5O que lisongeando falla aos amigos tambem os olhos de seus filhos desfallecerão.
- 6Porém a mim me poz por um proverbio dos povos, de modo que já sou uma abominação perante o rosto de cada um.
- 7Pelo que já se escureceram de magoa os meus olhos, e já todos os meus membros são como a sombra:
- 8Os rectos pasmarão d'isto, e o innocente se levantará contra o hypocrita.
- 9E o justo seguirá o seu caminho firmemente, e o puro de mãos irá crescendo em força.
- 10Mas, na verdade, tornae todos vós, e vinde cá; porque sabio nenhum acho entre vós.
- 11Os meus dias passam, os meus propositos se quebraram, os pensamentos do meu coração.
- 12Trocaram o dia em noite; a luz está perto do fim, por causa das trevas.
- 13Se eu esperar, a sepultura será a minha casa; nas trevas estenderei a minha cama.
- 14Á corrupção clamo: Tu és meu pae; e aos bichos: Vós sois minha mãe e minha irmã.
- 15Onde pois estaria agora a minha esperança? emquanto a minha esperança, quem a poderá ver
- 16As barras da sepultura descerão quando juntamente no pó haverá descanço.
Capítulo 17
Versículo aleatório deste livroBíblia Almeida 1911
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