- 1Ouve, Senhor, a justiça, attende ao meu clamor; dá ouvidos a minha oração, que não e feita com labios enganosos.
- 2Saia o meu juizo de diante do teu rosto; attendam os teus olhos a razão.
- 3Provaste o meu coração; visitaste-me de noite; examinaste-me, e nada achaste; propuz que a minha bocca não transgredirá.
- 4Quanto ao trato dos homens, pela palavra dos teus labios me guardei das veredas do destruidor.
- 5Dirige os meus passos nos teus caminhos, para que as minhas pégadas não vacillem.
- 6Eu te invoquei, o Deus, pois me queres ouvir; inclina para mim os teus ouvidos, e escuta as minhas palavras.
- 7Faze maravilhosas as tuas beneficencias, o tu que livras aquelles que em ti confiam dos que se levantam contra a tua mão direita.
- 8Guarda-me como a menina do olho, esconde-me debaixo da sombra das tuas azas,
- 9Dos impios que me opprimem, dos meus inimigos mortaes que me andam cercando.
- 10Na sua gordura se encerram, com a bocca fallam soberbamente.
- 11Teem-nos cercado agora nossos passos; e abaixaram os seus olhos para a terra;
- 12Parecem-se com o leão que deseja arrebatar a sua preza, e com o leãosinho que se põe em esconderijos.
- 13Levanta-te, Senhor, detem-n'a, derriba-o, livra a minha alma do impio, com a espada tua,
- 14Dos homens que são a tua mão, Senhor, dos homens do mundo, cuja porção está n'esta vida, e cujo ventre enches do teu thesouro occulto: estão fartos de filhos e dão os seus sobejos ás suas creanças.
- 15Emquanto a mim, contemplarei a tua face na justiça; satisfazer-me-hei da tua similhança quando acordar.
Capítulo 17
Versículo aleatório deste livroBíblia Almeida 1911
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